MADA*
São duas cantoras e viveram na mesma época. E
fim, nada mais em comum. Como compara-las?
Bem, existe um ponto em comum: são mulheres que amaram demais. Dois
pontos em comum: são mulheres que perderam seus amores.
Engraçado
isso, para alguns, é só (mais) um amor, logo estão bem, sozinhos ou não, estão
bem.
Outros já
não tem essa capacidade ou facilidade (e felicidade). Nesses casos, o amor fica
impregnado na mente, no coração, na alma, nos sonhos, acho que no próprio
corpo. E dali esse amor não sai. Não
importa o tempo, nem o que dizem nem o quanto se sofre . Fica como uma marca
d'água, faz parte de sua vida. E com esse resto de amor, as pessoas vão
vivendo. Dias fáceis e difíceis. Alguns aguentam sóbrios, reservados,
anulando-se , sentindo cada ferpa dessa dor , cada vazio na cama... Outros não
aguentam, tentam anestesiar essa dor com bebidas (muitas), remédios - dor
intensa, difícil de suportar.
E elas
cantam, se entregam à música, dizendo em cada palavra a dor que vem trazendo. A
canção é mera espectadora, ali moram palavras de saudade, de abandono, de solidão. O encantamento da dor.
Muitos não
entendem. Eles têm seus amores durante o longo inverno...
· * MADA - grupo de mulheres que amam demais.
Duas
interpretações:
1. Elis - Atrás da porta - letra e música de Chico
Buarque
2. Janis
Joplin - Me and Bob McGee - Kris
Kristoferson e Fred Foster
"I will change my all tomorrows to a
single yesterday"
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