domingo, 23 de setembro de 2012


MADA*


São  duas cantoras e viveram na mesma época. E fim, nada mais em comum. Como compara-las?  Bem, existe um ponto em comum: são mulheres que amaram demais. Dois pontos em comum: são mulheres que perderam seus amores.
Engraçado isso, para alguns, é só (mais) um amor, logo estão bem, sozinhos ou não, estão bem.
Outros já não tem essa capacidade ou facilidade (e felicidade). Nesses casos, o amor fica impregnado na mente, no coração, na alma, nos sonhos, acho que no próprio corpo.  E dali esse amor não sai. Não importa o tempo, nem o que dizem nem o quanto se sofre . Fica como uma marca d'água, faz parte de sua vida. E com esse resto de amor, as pessoas vão vivendo. Dias fáceis e difíceis. Alguns aguentam sóbrios, reservados, anulando-se , sentindo cada ferpa dessa dor , cada vazio na cama... Outros não aguentam, tentam anestesiar essa dor com bebidas (muitas), remédios - dor intensa, difícil de suportar.
E elas cantam, se entregam à música, dizendo em cada palavra a dor que vem trazendo. A canção é mera espectadora, ali moram palavras de saudade,  de abandono, de solidão.  O encantamento da dor.
Muitos não entendem. Eles têm seus amores durante o longo inverno...

·       *  MADA -  grupo de mulheres que amam demais.


Duas interpretações:


1. Elis  - Atrás da porta - letra e música de Chico Buarque


2. Janis Joplin -  Me and Bob McGee - Kris Kristoferson e Fred Foster





"I will change my all tomorrows to a single yesterday"



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